Carro híbrido: o que é e quais os modelos já fabricados?

 

Aliado ao aumento da gasolina no Brasil e à necessidade de ter um carro, a busca por novas tecnologias trouxe os carros híbridos ao mercado. Como o próprio nome indica, esses veículos contam com dois tipos de propulsores.

Conheça um pouco mais sobre os tipos de híbridos, com explicações a respeito das variações de motores elétricos, o lado econômico desse tipo de carro e também sobre alguns conhecimentos mais específicos necessários para decidir se um veículo híbrido é a melhor opção para você.

Qual a diferença entre um carro elétrico e um carro híbrido?


Um carro híbrido é aquele que utiliza mais de uma forma de energia a bordo para obter propulsão, ou seja possui dois motores – um motor elétrico e um motor a combustão.

Pode também possuir um sistema especial para capturar energia de frenagem e armazenar em uma bateria de bordo, ou então preencher a carga da bateria por meio de carregadores.

Os carros híbridos não devem ser confundidos com veículos 100% elétricos. Os híbridos possuem dois motores, sendo um deles a combustão e outro elétrico. Os elétricos, por sua vez, são alimentados única e exclusivamente por um propulsor movido a eletricidade, e variam somente com relação ao modo de geração e captação da energia.

Tesla S

Híbridos apresentam, de maneira geral, motores mais potentes, além de possuírem autonomia maior. Também utilizam o motor a combustão para auxiliar o elétrico em diversas situações, como veremos mais à frente no texto. São, em geral, divididos em duas categorias: os plug-ins e os de reaproveitamento de energia.

Os tipos de carro híbrido

Energia regenerativa


O primeiro tipo consiste de carros que reaproveitam a energia que normalmente é desperdiçada em carros padrão, em geral na forma de calor. Essa energia é então armazenada em uma bateria maior do que as de carros convencionais, muitas vezes de lítio.

Essa energia é usada para movimentar o motor elétrico, que pode ser usado de forma complementar ao motor a combustão em situações que exigem maior potência.

O motor elétrico também é acionado em diversas situações sozinho quando o consumo é menor (baixa velocidade, ao dar a partida ou estacionar, por exemplo) para economizar combustível.

Um exemplo deste tipo de carro é o Toyota Prius vendido no Brasil.

Prius Prime


Híbridos plug-in


Já os plug-ins possuem um motor elétrico maior, mais potente e com maior autonomia. A bateria do sistema é recarregada em tomadas ou estações voltadas para tal fim. Assim como acontece nos modelos com reaproveitamento de energia, o motor elétrico pode ser utilizado como um complemento ou sozinho. Mas, nesse caso, o motor a eletricidade pode ser utilizado como único propulsor do carro para deslocamentos curtos (da casa para o trabalho, por exemplo).

Por serem carros de luxo com um elevado valor, outra vantagem dos carros híbridos está nos recursos de alta tecnologia como sistemas de navegação, controle automático de clima, interface para iPod, capacidade Bluetooth e sistemas de inicialização sem chave. Se você é um amante dos carros de luxo de alta qualidade, você deve saber que quase todos os novos modelos híbridos possuem esses atributos.

Um exemplo deste tipo de carro é o BMW i3.

BMW i3



Vale a pena comprar um híbrido agora?


Há um número cada vez maior de veículos híbridos disponíveis, focando nos mais variadas gostos. Sua combinação de eficiência de combustível de baixa emissão os torna uma escolha cada vez mais popular, mas eles são a escolha certa para você? A resposta depende de vários fatores, incluindo sua situação financeira, seus hábitos diários de condução e suas prioridades ambientais.

O Brasil conta com alguns modelos de híbridos no mercado, embora essa fatia ainda seja relativamente pequena. O Toyota Prius, com sistema de reaproveitamento de energia, é o carro mais econômico disponível no país. O Ford Fusion Hybrid, um plug-in e o pioneiro do mercado brasileiro, é o segundo modelo mais econômico entre os híbridos no país, e está entre os cinco mais econômicos no geral.

Fusion hibrido

Para os dispostos a gastar mais e ter maior potência nas mãos, há ainda uma opção de esportivo, o BMW I8. Há ainda outro modelo da montadora bávara, o pequeno BMW i3, que por muito pouco não entra para a categoria dos carros elétricos. Ainda nos compactos, a Lexus, braço da Toyota, oferece o CT 200h. Por fim, a turma dos SUV conta com o Mitsubishi Outlander PHEV e o Porsche Cayenne S E-Hybrid.

É hora de aprofundar um pouco o olhar econômico sobre esse tipo de carro.


As vantagens e desvantagens de um carro híbrido


Quando falamos em carros híbridos, o ponto negativo mais imediato é o preço proibitivo dos modelos. O Toyota Prius, mais vendido do Brasil, é oferecido pela fábrica por nada módicos R$ 126 mil. Isso, evidentemente, afasta muitos dos potenciais compradores.

Na questão financeira, o principal ponto a ser levado em conta na hora de adquirir um híbrido é a famosa relação custo-benefício. Em primeiro lugar, é preciso decidir qual sistema híbrido será utilizado: plug-in ou recuperação de energia?

Os modelos com recarga via tomada são mais recomendados para quem pretende percorrer distâncias um pouco mais longas com frequência. Devido ao custo muito mais baixo da energia elétrica com relação à gasolina, recarregar um motor elétrico é mais barato do que depender exclusivamente de um movido a combustão. Por outro lado, também é preciso levar em conta os gastos com a recarga da bateria e o reabastecimento do motor a combustão do híbrido, que, evidentemente, devem compensar o que seria gasto para reabastecer um carro convencional.

Já os com recuperação de energia são recomendáveis para situação de baixo consumo, devido aos motores elétricos menos potentes e com baixa autonomia. Para quem percorre uma distância curta até o trabalho, a utilização do motor a combustão seria mínima. E, como não há necessidade de recarregar as baterias, já que o processo é realizado naturalmente pelo próprio carro, haveria uma economia significativa nesse tipo de situação. Na ponta do lápis, o valor pago pelo carro, a manutenção do sistema híbrido e os gastos com o reabastecimento do motor a combustão do híbrido não podem superar os custos de um carro convencional.

Na questão de viagens longas com aceleração constante, como em rodovias, os modelos a combustão ainda levam vantagem.

A manutenção dos modelos híbridos não é excepcionalmente cara, sendo próxima ou até mais barata comparada aos carros convencionais. É o caso, por exemplo, dos freios – menos exigidos em função do sistema de reaproveitamento de energia térmica – e dos motores a combustão, (muitas vezes idênticos aos de outros modelos de uma montadora) que também sofrem menos ao dividir parte do esforço com o propulsor elétrico. O principal problema é a reposição da bateria, que chega a custar R$ 10 mil.

Incentivos governamentais

O Brasil é um dos países signatários do Protocolo de Kyoto. Parte da agenda ecológica do país é a substituição gradual da frota de veículos a combustão por híbridos e elétricos. No entanto, conhecemos bem os encargos excessivos. Os modelos “verdes” são particularmente afetados, sendo importados. Uma das medidas em vigor é a isenção da taxa de importação sobre este tipo de automóvel.

Administrações municipais também buscam incentivar a aquisição dos carros ecológicos. No Rio de Janeiro, o IPVA de híbridos e elétricos equivale a apenas 0,5% do valor venal. Já em São Paulo, o valor sobre para 3%, mas equivale a um desconto de 50% do imposto de carros convencionais. Além disso, híbridos e elétricos estão isentos do rodízio na cidade.

Na Argentina, discussões recentes levaram a um projeto que prevê desde a tributação de apenas 7% sobre estes carros até a isenção total.

Vida útil das baterias


O maior custo na manutenção de um modelo híbrido é a troca das baterias, já que o preço da unidade não é barato. Para evitar dores de cabeça eventuais, é preciso tomar algumas precauções.

Os carros utilizam baterias de lítio, que tem o tempo de vida útil estimado em ciclos de carga e descarga. Para aumentar o tempo, é preciso evitar a sobrecarga da bateria, bem como a descarga completa, que tendem a reduzir essa estimativas.

Outro aspecto a prestar atenção é a temperatura, já que o superaquecimento (causado pela obstrução das entradas de ar do sistema elétrico) pode reduzir ainda mais o tempo de vida útil da bateria, queimá-la imediatamente ou até mesmo causar um incêndio. Atendendo a esses requisitos e realizando manutenções regulares, no entanto, as baterias passam a ter um período de utilização extremamente longo, podendo alcançar a marca de até mesmo 200 mil quilômetros.

Garantia


O exemplo do Toyota Prius é o melhor para se falar em garantia de híbridos. O popular modelo da fabricante japonesa conta, no Brasil, com garantia de oito anos.

Prius rua

O plano é o mesmo oferecido aos veículos convencionais da montadora. A exigência para não perdê-la é seguir o plano de manutenção estabelecido pela própria Toyota. O Prius deve ser levado para manutenção anual ou a cada 10 mil quilômetros rodados, o que vier primeiro. Em compensação, o plano cobre a bateria e todo o sistema híbrido do carro, incluindo aí o motor elétrico.

Estacionamentos e vias exclusivas


Outra vantagem para os proprietários de híbridos, ainda não presente no Brasil, é poder contar com vagas de estacionamentos exclusivas para esse tipo de veículo, geralmente indicadas por placas ou faixas de cor verde em outros países.

Nas vias com faixas exclusivas para veículos com três ou mais passageiros, os híbridos recebem uma exceção, podendo trafegar somente com o motorista de ocupante.

Termos comumente utilizados ao se falar de híbridos

As mudanças tecnológicas dos híbridos trouxeram novos termos. O lado técnico desses modelos apresenta algumas especificidades, não encontradas nos carros convencionais. Para entender melhor a respeito disso, segue abaixo um pequeno glossário.

Motor-gerador


Como dito anteriormente, os modelos híbridos contam com sistemas voltados para recuperação e reutilização energética. O que seria desperdiçado pelos carros a combustão, em geral na forma de calor, é convertido em energia elétrica para alimentar o sistema híbrido do veículo.

Nesse sistema, o propulsor convencional, a combustão cumpre duas funções: a primeira, principal, é colocando o carro em movimento. A outra é servir de gerador para o sistema elétrico.

Seja por meio da própria energia cinética gerada pelas peças do motor em movimento ou pela energia térmica resultante do processo de combustão, a unidade é a responsável por gerar a alimentação para a parte elétrica do sistema híbrido. Daí a nomenclatura de motor-gerador.

Stop-start


Uma das grandes vantagens dos híbridos com relação ao modelo convencional é a economia de combustível. O motor elétrico atua como complemento ou até mesmo como substituto do motor a combustão, que por sua vez é menos exigido e, consequentemente, tem um consumo menor. Um dos responsáveis por essa economia é o stop-start.

Quando o veículo para, o próprio sistema desliga o motor a combustão automaticamente, permanecendo assim enquanto o carro não estiver em movimento. Quando o acelerador é pressionado para que o carro volte a andar, a outra parte do stop-start entra em ação.

O motor elétrico é o responsável por tirar o carro do lugar. Isso porque os propulsores elétricos garantem um torque instantâneo, não havendo o intervalo existente na curva de potência dos motores a combustão. Esse, por sua vez, só entra em ação com o carro já em movimento, e somente após uma certa velocidade ser atingida. Em situações comuns das cidades grandes, com trânsito parado, é provável que o motor a combustão sequer seja exigido. Ou seja, o stop-start possibilita uma enorme economia em situações como essa, e é um dos grandes diferenciais dos carros híbridos.

Frenagem regenerativa

Carro Hibrido - Prius
No dia-a-dia, embora não percebamos, os carros convencionais desperdiçam uma enorme quantidade de energia. Seja nos processos de frenagem ou durante a queima do combustível, há uma enorme perda de energia no sistema do carro, que é dissipada em forma de calor. Os modelos híbridos solucionaram isso reutilizando esse excesso.

O processo de frenagem é o grande “vilão” do desperdício energético em um veículo. Todo o calor gerado no sistema de freios é dissipado, e isso representa uma enorme perda de energia ao longo do tempo. Nos modelos híbridos, essa energia é coletada pelas baterias, que a reaproveitam por meio da transformação em energia elétrica, utilizada para alimentar todo o sistema do carro.

Ou seja, a frenagem deixa de ser um processo de perda energética e passa a ocupar um papel importantíssimo, sendo a grande responsável pela geração de energia dentro do carro. É, portanto, denominado um processo de frenagem regenerativa.

O modelo mais conhecido pelos brasileiros (em especial pelos taxistas) que faz uso desta tecnologi é o Prius.

Unidade elétrica


Quando passamos dos motores a combustão para os elétricos, é preciso conhecer alguns aspectos mais específicos. Na hora de observar o propulsor, é preciso prestar atenção no armazenamento em kWh da bateria, que representa a capacidade do motor. Via de regra, quanto maior o número, maior será a autonomia.

Nomenclatura de modelos de híbrido por tipo de motor


Os carros híbridos são classificados em três tipos, de acordo com o tipo de motor elétrico. São eles os leves, completos e plug-ins.

Híbridos leves


Os híbridos leves utilizam motores elétricos simples, apenas de partida. O carro conta com o sistema start-stop citado anteriormente. O propulsor elétrico atua desligando o motor a combustão quando o veículo encontra-se parado ou em baixa velocidade. O sistema é recarregado por meio da frenagem regenerativa.

Esse tipo de carro apresenta uma pequena economia com relação aos modelos a combustão convencionais, justamente por conta do sistema de start-stop. O motor elétrico, apenas complementar, é capaz de dar partida no propulsor a combustão mais rapidamente, deixando-o com rotação maior em um período de tempo muito menor, o que possibilita desligá-lo quando não está em uso.

A vantagem sobre os outros modelos de híbrido é o peso menor, já que não contam com um sistema elétrico complexo. Por outro lado, já que o motor elétrico age apenas como um complemento e não é capaz de impulsionar o veículo sozinho, levam uma grande desvantagem com relação aos demais.

Híbrido completo


O híbrido completo é um híbrido mais “autêntico”. Os veículos desse tipo contam com um motor elétrico um pouco maior, que atua juntamente ao propulsor a combustão e pode também impulsionar o carro sozinho, embora por curtas distâncias. Ou seja, os dois motores do carro podem ser utilizados em conjunto ou de forma independente.

O sistema elétrico desses carros também é carregado por meio da frenagem regenerativa, que é a única fonte existente. Apresentam uma economia significativa com relação aos veículos a combustão em situações do dia-a-dia, quando o propulsor a combustão é menos exigido e há maior participação do motor elétrico. Embora esse seja menos potente, não precisa ser reabastecido.

Híbrido plug-in

Volvo Plug-in


Os plug-ins são, em geral, os modelos com melhor custo-benefício entre os híbridos. Apresentam um motor elétrico muito mais potente com relação aos outros tipos, capaz de impulsionar o carro sozinho por distâncias muito maiores. A autonomia do propulsor elétrico também é significativamente maior do que a dos demais tipos de híbridos.

O maior benefício trazido pelo tipo plug-in é o menor gasto com gasolina. Por ter um motor elétrico muito mais independente, é possível depender quase exclusivamente dele, utilizando o convencional como um complemento. Com o custo muito menor da energia elétrica com relação ao do litro do combustível, o gasto para abastecer um híbrido desse tipo para utilizar em situações comuns do dia-a-dia é muito menor, caso, evidentemente, o motor a combustão seja menos utilizado.

Conclusão

Após a leitura deste artigo você se sente mais seguro para realizar a compra (ou cogitar) do seu primeiro carro híbrido?

Se houver algum outro tipo de informação que você gostaria de saber, deixe o seu comentário para respondermos suas dúvidas!

 

 

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