Gigafactory: tudo sobre a fábrica de baterias da Tesla

As criações da Tesla nos dão um ótimo exemplo do que o nosso futuro será. Neste artigo explicaremos o que é e quão revolucionária é a Gigafactory, a fábrica de baterias da Tesla.

Falando da empresa de baterias do multibilionário Elon Musk não é só o produto final que se adequa a uma visão sustentável e visionária: a fábrica também.

Por isso, neste artigo falamos um pouco sobre a ilustre Gigafactory, a fantástica fábrica de baterias da Tesla em parceria com a Panasonic. Ela foi projetada para sacudir o mercado de elétricos, acelerar a adoção mundial das fontes de energia sustentável e apresentar um importantíssimo modelo industrial que não seja agressivo ao meio ambiente.

Compartilharemos um pouco da história, capacidade, curiosidades e o futuro dessa imensa máquina de inovações

powerwall bateria tesla

A fábrica de baterias da Tesla

A Gigafactory, instalada no condado de Storey, em Nevada, é a gigantesca fábrica de baterias de íon-lítio da Tesla. Inaugurada em janeiro de 2016, mas ainda à espera de completude, que só deve vir lá por 2020, a fábrica foi concebida por Musk em vista da premência de uma infraestrutura sustentável, mas sem detrimento de lucros mais imediatos.

Ou seja, ao mesmo tempo em que acompanhasse a demanda atual de veículos e baterias elétricas, o empreendimento serviria como pontapé inicial no preparo da Tesla para o futuro (que ela vem ajudando a idealizar) onde seus produtos, fontes de gigantesco lucro, serão vendidos em massa e mundialmente.

Gigafactory será a maior fábrica do mundo

Para alcançar a presciência (isto é, ver o futuro), é preciso pensar grande. Muito grande.

Quando a fábrica estiver completa, ela ocupará quase 950 mil metros quadrados e o equivalente a 262 campos de futebol, sendo inteiramente alimentada de energia por seu teto solar.

Para se ter uma idéia do tamanho da “criança”, observe o comparativo abaixo com os maiores edifícios do mundo. Para fins de comparação e escala, o Burj Khalifa tem 828 metros de altura.

Comparativo de tamanho Gigafactory

É uma empreitada colossal, sim, mas Musk tem toda certeza de que a Giga será um sucesso tão estrondoso quanto sua ambição. Espera-se que esta seja uma de suas melhores e mais lucrativas ideias, ajudando-o em questão de tempo a atingir a meta de produção de 500 mil veículos elétricos por ano.

História da Gigafactory: as origens

A Gigafactory era uma ideia que o empresário cultivava fazia tempo. Mais exatamente assim que percebeu a necessidade de concentrar a produção de seus elétricos em um único território. De preferência americano.

Por que americano? Bem, o fundador da Tesla parece levar a sério a poderosa concorrência que cresce a cada dia em países como China e Coreia do Sul, por exemplo, que acordaram muito antes dos Estados Unidos para o potencial dos elétricos e já têm um mercado consideravelmente mais poderoso. A China, por sinal, anunciou que pretende abolir os carros convencionais muito em breve.

Uma das primeiras menções ao plano surge em 2013, em declarações do bilionário de que haveria uma fábrica “muito verde” e eletricamente alimentada por energia fotovoltaica que ampliaria sua linha de carros elétricos e baterias, tornando-se uma líder precoce do desenvolvimento sustentável.

 

Na época, talvez fosse difícil precisar o grau de convicção das assertivas. Quer dizer, eram excelentes e importantíssimas ideias, disso ninguém duvida. O que o mundo mais precisa no momento é de inovações que abordem a natureza com mais inteligência, cuidado e responsabilidade. Além do mais, é uma tremenda hipocrisia poluir e ao mesmo tempo se gabar de seus produtos não serem poluentes.

Mas por enquanto tudo estava a nível de promessa e boato. Não havia nenhuma previsão de quando o mágico subiria ao palco e tiraria o coelho da cartola, concretizando a magia.

Alguns céticos poderiam questionar se a fábrica sustentável da Tesla não existiria apenas como utopia irrealizável. Musk, afinal, é famoso também por ideias megalomaníacas (mas também bastante realizáveis) como iniciar uma colônia em marte e instalar chips cerebrais avançados.

Musk tinha razão

Até que em 2014 a Panasonic anuncia um vultoso investimento na fábrica, estimado em 5 bilhões de dólares. A quantia eventualmente se reduziria a “meros” 1,6 bilhões até receber outro incremento, após a quantidade impressionante de reservas do automóvel Model 3 da Tesla, formalizando um levantamento em títulos da companhia japonesa orçado em 3,86 bilhões dos quais a maior parte seria investida na fábrica.

Com a amizade da Panasonic, o auxílio em benefícios fiscais de 1,3 bilhões do estado do Nevada e a doação de 1000 acres de terra (depois a Tesla compraria mais 1864 acres adjacentes) pelo magnata local Lance Gilmans, a companhia deu início finalmente à concretização de seu grande projeto.

 

Capacidade de produção

A princípio a fábrica usufruiu da magnitude de território e funcionários para se concentrar somente na reciclagem e produção de células de bateria. No entanto, logo deu um passo adiante e começou a manufaturar e finalizar itens como a Powerwall (bateria residencial) e Powerpack (um sistema ainda mais poderoso de armazenamento de energia).

Parte da produção de células de bateria, vale lembrar, é comandada pela Panasonic. A empresa que investiu bilhões na fábrica pretende garantir seu lucro ao produzir com exclusividade as baterias do Model 3. Aliás, foi justamente o sucesso de pré-venda do veículo que instigou a gigante japonesa a entrar com mais dinheiro na Gigafactory.

A fábrica faz avanços não apenas ao decuplicar suas linhas de produção. Entre outras coisas, a Tesla vem aproveitando a infraestrutura da fábrica e a produção em massa possibilitada por ela para aplicar-se em reduzir o preço das baterias elétricas, o que também trará imprevistas (mas positivas) consequências ao custo dos carros elétricos.

Hoje, a Giga tem mais de 1000 pessoas no seu corpo de funcionários. Embora tenha começado mais “modesta”, com 317 empregados da Tesla e 82 da Panasonic, a expansão contínua e a urgência de crescimento para atender as cotas anuais de produção fizeram com que a fábrica gerasse cada vez mais empregos. Uma tendência de crescimento que, a depender das estimativas da Tesla, vai culminar com a criação de postos de trabalho para cerca de 6 mil pessoas.

gigafactory teto solar

Elon Musk e os planos de expansão da Gigafactory

Tesla Elon Musk

Como já dito, a Gigafactory ainda não está operando em sua capacidade total. Falta construir mais da metade do projeto, que somente então alcançará os supracitados 950 mil metros quadros de fábrica e a alimentação 100% renovável, com a instalação completa dos painéis solares. Quando as obras estiverem acabadas, a Gigafactory justificará o “Giga” que leva no nome.

O mago Elon Musk pretende realmente assinar a maior fábrica em atividade do mundo. Porém, como o inventor não para quieto, ele já conta com outras cartas na manga pra garantir o arrebatamento do público e o sucesso do espetáculo: em Nova Iorque, a Gigafactory 2 concentra a produção de painéis solares sob a tutela da SolarCity (subsidiária da Tesla) e da Panasonic.

Começando sua construção em 2014 e finalizando em 2017, uma série de controvérsias manchou um pouco a reputação da fábrica e desacreditou algumas das previsões mais otimistas de Musk. Ainda assim, a Gigafactory 2 não deixou de ser fundamental para as operações da Tesla e da Panasonic nos Estados Unidos.

Além da Giga 2, outras filiais podem estar a caminho. O anúncio da construção de uma Gigafactory em solo europeu aqueceu uma discussão sobre qual país do velho continente receberia a infraestrutura da fábrica. República Tcheca e Portugal estavam entre os mais cotados. Inclusive, portugueses até se mobilizaram pedindo pela vinda da Tesla para seu país, criando um movimento nas redes sociais intitulado “bring Tesla Gigafactory to Portugal”.

Outro empreendimento que sairá do papel nos próximos anos é a Gigafactory na China.

Outras curiosidades e fatos

 

A Gigafactory tem a forma de um diamante, o que ficará mais claro quando estiver 100% completa. Durante uma conferência de imprensa, Musk afirmou que a decisão foi a mais ambientalmente racional, pois se a fábrica seguisse um formato retangular tradicional eles teriam de remexer ainda mais a terra dos entornos.

Os empregados da fábrica apelidaram-na de “alien dreadnought”, o que em tradução literal quer dizer algo como “navio alienígena”.

A fábrica possuirá uma caixa d’água de 1.5 milhões de litros. Tão imensa que é basicamente o dobro de uma piscina olímpica.

Segundo Musk, 100 Gigafactories já conseguiriam fornecer baterias suficientes para sustentar o mundo inteiro. Embora ele não possa construir 100 fábricas, o empresário alimenta a esperança de que outras grandes companhias sigam seus passos e comecem a investir em suas próprias fábricas de geração de energia sustentável.

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